a pose,
o local de trabalho,
as redes de me-distraio,
o Mozart atrás dos ouvidos,
o zumbido depois
do baile. A ganja
e a injeção,
o gemido, a ternura.
Telas.
-
eu não desligo a televisão.
aqui fora tem corrupção, inflação, depressão, morte
mas eu ensurdeci meus olhos
para tudo que a tela-terra-chão
não dá.
só lá eu posso ver
morte,
corrupção, investimentos, desejo,
outras fábulas.
Falta
Inspira.
A paisagem é bonita,
a viagem tranquila.
O caminho é conhecido
e o amor do mundo é genuíno.
Expira.
O vidro está manchado.
O motorista está estressado
e ontem não foi um dia bom.
Inspira.
O céu limpo deixa tudo bonito,
e o desencanto tem uma certa magia.
Tudo em volta tem uma história pra contar.
Expira.
Qual a minha história?
Eu me importo de verdade?
Inspira.
O brilho dos corpos é honesto
e o meu olho não mente.
Expira.
Amigos são aqueles que não se importam se te odeiam.
Inspira.
Há muito futuro.
Expira.
A paisagem é bonita,
a viagem tranquila.
O caminho é conhecido
e o amor do mundo é genuíno.
Expira.
O vidro está manchado.
O motorista está estressado
e ontem não foi um dia bom.
Inspira.
O céu limpo deixa tudo bonito,
e o desencanto tem uma certa magia.
Tudo em volta tem uma história pra contar.
Expira.
Qual a minha história?
Eu me importo de verdade?
Inspira.
O brilho dos corpos é honesto
e o meu olho não mente.
Expira.
Amigos são aqueles que não se importam se te odeiam.
Inspira.
Há muito futuro.
Expira.
Expresso
gotas de gente
percorrem meu corpo
como suor, mas não
refrescam.
memórias de diferentes
rostos e feições
disputam: foi felicidade
ou nervosismo?
um milhão de vezes analiso
e finalmente neutralizo
qualquer sinceridade
nunca esferas, quero
caixas retilíneas e
confiáveis que eu
possa empilhar
de mil maneiras confortáveis
nunca alma; quero
gente matematicamente
construída que me traga
a calma de um resultado
indubitavelmente correto
daí, dentro de mim,
construo essa casa
monocromática: da cor
do papelão que embala
cada operação básica
da vida até que
interpretá-las se torne
uma rotina automática
percorrem meu corpo
como suor, mas não
refrescam.
memórias de diferentes
rostos e feições
disputam: foi felicidade
ou nervosismo?
um milhão de vezes analiso
e finalmente neutralizo
qualquer sinceridade
nunca esferas, quero
caixas retilíneas e
confiáveis que eu
possa empilhar
de mil maneiras confortáveis
nunca alma; quero
gente matematicamente
construída que me traga
a calma de um resultado
indubitavelmente correto
daí, dentro de mim,
construo essa casa
monocromática: da cor
do papelão que embala
cada operação básica
da vida até que
interpretá-las se torne
uma rotina automática
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